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The Tomb of Edgar Poe

The Tomb of Edgar Poe by Stéphane Mallarmé Such as into Himself at last eternity changes him, the Poet with a naked sword provokes his century appalled to not have known death triumphed in that strange voice! They, like an upstart hydra hearing the angel once purify the meaning of tribal words proclaimed out loud the prophecy drunk without honour in the tide of some black mixture. From soil and hostile cloud, what strife! if our idea fails to sculpt a bas-relief to ornament the dazzling tomb of Poe, calm block fallen down here from an unseen disaster, let this granite at least set for all time a limit to the black flights of Blasphemy scattered in the future.
essa pequena casa precisa de uma dona para aguar as plantas e cuidar das orquídeas uma bela dona para manter tudo em seu lugar em seu coração uma dona para  cumprimentar os vizinhos e dizer bom dia gratuitamente o jovem rapaz que nessa pequenina casa mora não sabe se vai embora ou se se perde

sorte

a cama é quente acolhedora macia a cama encoberta estrutura esquenta é ninho proteção mãe fico na cama quando tenho medo como agora medo de mim mesmo o medo é o que me move o que me deixa parado o que tenho não é medo o que tenho é falta de sorte preguiça e covardia mas a sorte segue a coragem coragem, coragem se o que você quer é aquilo que pensa e faz coragem, coragem você pode ser sempre mais

construção

siga os seus sonhos siga os seus sonhos siga os seus sonhos siga os seus sonhos eles são só seus 'seguir' é verbo é ação é fazer da realidade o seu mundo o verbo vai te guiar para um mundo cheio de possibilidades um mundo novo um mundo de coragem você deve, pelo menos seguir porque seguir é caminhada e caminhada que deve ser cantada porque os escravos cantavam porque os tecelões cantavam porque as lavadeiras cantavam quem canta produz hoje, tempos frios onde as máquinas de gelado aço não dependem de música para trabalhar sonhe mas sonhe sério, sonhe junto e sonhe acordado e sonhe cantando você não vai mais sonhar vai fazer construir falou que sonhou e fez sonho realizado é aquilo que é sonhado e feito sustentado

Gancho

Será que eu sou tolo? Continuo falando sozinho... Não paro de pedir Pedir a quem? A um pai, capaz de tudo Eu não poderia pedir para uma mãe? Meu pai nunca foi próximo de mim Será que um outro pai seria? Este que inventei pode ser... Não importa a quem, preciso pedir Fé cega, faca amolada Não consigo mais pedir nada Perdi a fé Aquela fé dependente Aquela fé que deseja Precisei chegar no mais profundo ateísmo Para perceber que algumas coisas não são definíveis Nós, humanos, animais, definimos, enumeramos Etiquetamos, ingenuamente Pensamos que entendemos o que não se sente O coração do bebê começa a bater A borboleta eclode O morango cresce O homem chora O Sol se mostra É fácil se dar um pai É ainda mais fácil acreditar em um pai Mas, se quem acredita sempre alcança Por quê não podemos acreditar em nós mesmos? Fé cega, faca amolada, amolada porque corta
Certezas - Mário Quintana Não quero alguém que morra de amor por mim... Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando. Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade. Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim... Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível... E que esse momento será inesquecível... Só quero que meu sentimento seja valorizado. Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre... E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor. Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto. Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém m...
Essas cores do mundo Cores que não colorem E só o Sol Me deixa enxergar Eu ando pelo mundo Sem prestar atenção Eu tento Tudo é tão cinza Os meninos tentam rabiscar Dialetos secretos Em folhas cinzas Sem linhas É uma pena Só esses meninos Podem entender O que eu sei ler

The Pamphleteer

Forget the others You don't need to run Forget your senses You don't need to try Care of yourself And stay away from trouble Just keep yourself Awake and undercover They seek for those Like you the entire day They don't give a shit If you just eat or pray They simple don't want That you just open your mouth And spread the truths that you Just know somehow They could control Your body and your soul They already control all others All around So be a pretender And simple do your job And during the night you go Start the mob

Coragem

Aprendi a admirar Os pobres diabos Os renegados Os excluídos Os excomungados Uma coisa eles têm Coragem Não aquela coragem De realizar sonhos Mas a de enfrentar o presente Coragem de mostrar o rosto Sujo Os dentes Podres As muquiranas Coragem de dizer não De viver o seu modo de dizer não Coragem de ser o paradigma Coragem de ser o problema Coragem de ser rebelde Aos questionadores Desobedientes Mal educados Vocês tem coragem O mundo precisa de vocês

Cadeia

Me permita não precisar trabalhar Me permita dormir em paz Me permita usar os meus 5 sentidos livremente Me permita comer bem Me permita, pelo menos, sair ao Sol Sentar ao lado da menina Sentir o cheiro das jasmins e das azaléias Ouvir o som dos escapamentos sujos ecoar nas paredes cinzas Visitas? Não, obrigado Mas, se vierem Entrem! Me permita Direitos Me permita a defesa dos meus Direitos Me permita a interpretação dos meus Direitos Me permite o exercício dos meus Direitos Me permita ter acesso a informação Acesso ao mundo da comunicação Me dê liberdade de expressão Me permita viajar para outra dimensão Deixe-me que me descubra Sem alienação Evolução Me permita recuperação

Estante

Por quê não voltamos àquela inocência de outrora? Por quê não deixamos tudo o que é processado? Por quê não percebemos o que é processado? Embalagem não é casca Nem toda tela é arte Quando você me perguntou se eu estava fingindo Eu te disse que sim Hoje, quando você me pergunta Eu nego Meu sangue plástico não é capaz de lubrificar o meu coração Meu cérebro elástico já não opera sob tensão A flexibilidade acabou Eu garimpo ideias numa prateleira Procuro frases feitas porque já não faço as minhas As esperanças não estão guardadas Nem escondidas Foram tiradas do rosto na lâmina Foram confundidas e caladas Hoje, não são nem compreendidas Foi tudo processado, oferecido e vendido Mantido como souvenir Assim, sob distanciamento Achamos que somos alguém Super-heróis Pelo o que temos na estante No coração? Apenas plástico

Passados Em Uma Máquina

Você come Comida processada Você come Lixo Você come Comida enlatada Você come Lixo Você bebe Gás e açucar Você come Poeira assassina Você gosta Do branco da neve Você vê O branco dos pós Você pede Açucar e sal Você precisa De sabores do bem Você sente O paladar venenoso Você não sabe Quem é você

Ponteiros

Essa pele rasgada Esse corpo vadio Vadio e Preso Uma vadiagem controlada Esse corpo que sabe que anda por caminhos errados Que todos vêem como caminhos certos Todos sabem que são os caminhos certos Esse corpo sabe que saber as vezes atrapalha Esse corpo Que tem um olhar sempre confuso De questões sempre em construção Vaga sem vaga Esse corpo tem um rosto Que ri falsamente E olhos Que choram de verdade Olhos que são do amor E que Por essa razão Desconhecem a armadilha Aprenderam a vê-la Processá-la E deixar o corpo Cumprir seu papel Papel de andar a milha verde E de se ater a instrumentos De bolso e de pulseira De controle Esse corpo não é controle Esse corpo é controlado Esses olhos enganados Essa mente consciente
Disciplina não é liberdade. É, sobretudo, respeito. Respeito consigo mesmo. Respeito com o grupo.

Gasolina

eu queimo queimo em vontade de ser o porta-voz  de uma verdade que eu não sei qual é queimo em querer ser combativo parresiasta sem medo de consequências porque estas eu conheço essa chama está acesa e meu corpo em brasas está flamejando é perigoso porque o comburente é desconhecido como eu existem vários tantos que, erroneamente encontram o que acham ser a verdade verdade que jorra gasolina e, assim seguimos, frater uns pensando que sabem outros com medo de saber e, outros com a certeza de saber que não sabem de nada mas, a certeza é tinhosa se você não a tem a busca como um veículo que precisa de combustível seguidores que querem ser seguidos padres, professores, bispos pastores, estudantes, questionadores há sinceridade

amante

eu queria ter um bigode para, nesse momento ter algum pelo no rosto para puxar afinar os bigodes é diferente de enrolar os cabelos toda a proteína que eu vejo ser excretada na espuma da minha urina, levemente amarelada era para estar sendo consumida pelos meus músculos músculos que, hoje, iriam trabalhar muito iriam se movimentar com ritmo e força, pré-ordenadamente corpos molhados e violentos próposito natural que é diferente do que tenho iriam porque você não está aqui me deixou em poços fiquei dentro d'água hoje preciso temperar o meu corpo no pecado porque, entre nós não existe amor existe amor? existe conveniência estive frio por alguns dias mas agora, mas hoje estou quente, em chamas essa lava quente aguarda o seu cântaro esse cântaro que não é o meu você me dá, mas não é meu e eu não posso deixar lhe carregar o suco porque nele pode existir sede sede daquelas que os berços escutam sede que têm os homens e as crianças nos seus seios de plá...

leviatã

a questão não é apenas garantir a dita ordem social a questão não é apenas proteger e governar legal a questão não é apenas que o homem seja seu próprio chacal a questão nãe é apenas viver sob um contrato fatal a história da política nos faz saber o que aconteceu de verdade a história da política revela ao homem sua eterna vontade a história da política nos faz perceber o que é liberdade a história da política nos ajuda a ler a realidade o estado de natureza é fazer justiça com as próprias mãos o estado de sociedade é o controle além da razão o estado de natureza é a guerra contra o outro o estado de sociedade é a coletividade no sufoco o estado de natureza é um olho por um olho o estado de sociedade é o poder sobre todos o estado de harmonia é o bom senso pelo Povo!

o príncipe

da fortuna eu me aproveito atuo de acordo com a situação apreciador da realidade um garoto sem religião luto contra a tirania sem perceber que sou tirano minha virtude é limpar o caminho que vou caminhar minhas ações sempre dependem da realidade que me rodeia o poder me apetece o destino me encendeia com as minhas mãos consigo prever o futuro conquistar e reunir sem construir nenhum só muro estar como soberano revolução não quero pra mim minha arte é governar os meios não justificam os fins

sócrates

me submeti as leis que pra mim eram sagradas eu não trai a mim mesmo nem àquilo que eu ensinava toda mudança possível só a vi na juventude e a ética que eu proclamava era a base da minha virtude queria fazer luzir boas ideias nas pessoas mas não me deixaram agir com sicuta morri foi uma tremenda invasão dentro da minha pequena cela que permanecia de portas abertas para que eu fugisse dela minha esposa chorou meus amigos lamentaram mas essa era a decisão que até eu já havia tomado não sai pela porta aberta nem permaneci enclausurado naquele momento eu fui livre sai como não tinham imaginado

cuide dessa menina

ela não veio até mim eu fui até ela ela não beijou minha mão fui eu quem tentou beijar a dela ela foi difícl não acreditava em mim ela nunca pediu socorro ela é quem sempre me socorreu ela achou que estaria sozinha não sabia que eu procurava por ela ela, que sempre cuidou de mim mesmo quando eu só pensava em me consumir agora, por vontade estou preso a ela eu tento cuidar dela mas não dá para competir ela gosta de cores eu gosto dela