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10 de Junho de 2022

     Vim até aqui lembrar deste espaço, repleto de tantos "eu's˜... quero ser mais sincero comigo mesmo e passar a escrever a minha vida com a frequência necessária, em português, mesmo. Eu gosto de escrever.     A formatação que o Blogger permite é limitada, mas é o suficiente. Temos que escrever, nem que seja com escremento e em muros velhos... precisamos dessa prática, dessa práxis.     Quero falar sobre tanta coisa... mas, principalmente, do 'hoje'. Quero transformar este espaço em um 'diário', nem que não seja diário.     O que me fez voltar a pensar assim e voltar a este blog foi o documentário da Netflix sobre Andy Warhol, The Andy Warhol Diaries. O estou a assisir e, mesmo eu não tendo conhecido tanto o trabalho de Andy, gosto de pessoas esquisitas e de toda forma de arte, e me dei a oportunidade de ver algo na TV, sem culpa. Tenho a necessidade de ver TV depois que chego do trabalho... é como uma forma de esvaziar a cabeça, cheia de tantas burocracias

Filme Nise - O Coração da Loucura

Este texto não tem por objetivo resumir o filme, tampouco tentar enlatá-lo ou fazer dele uma resenha. É preciso destacar a história que o filme traz, e tornar histórico o que a Doutora Nise da Silveira, notável médica brasileira, nascida em Maceió, no início do Século XX, realizou em prol da medicina e da luta manicomial. Aluna de Carl Jung, revolucionou a medicina psiquiátrica no Brasil e o modo como os doentes mentais devem ser tratados nas instituições psiquiátricas. A Doutora Nise foi a primeira pessoa no Brasil que descaracterizou o ambiente de tortura e judiação que eram as instituições psiquiátricas no Brasil. Tratamentos antiquados, sem nenhuma base científica, como os eletrochoques e a lobotomia foram abominados por Dra. Nise. Foi o momento onde houve um olhar humano por sobre os doentes. Houve tratamento digno, com base em ciência e em reciprocidade. A Dra. não tratava ninguém de forma diferente da que gostaria de ser tratada. Apresentou trabalhos de pesquisas importantes na

Os discursos midiáticos no contexto da crise pandêmica global

Dentro do cenário de pandemia em que encontra-se o mundo, é possível verificar grandes diferenças nos discursos midiáticos em meio a esta situação. É preciso lembrar que ainda estamos em meio a pandemia do vírus Covid-19 e não temos previsão de término tão cedo. O que podemos observar no âmbito da comunicação é que, no geral, as linhas editoriais mudaram, pois no início da pandemia falava-se muito sobre o fim da pandemia, vacinas e o alarmante número de mortes causadas pelo vírus. Hoje, neste cenário pandêmico, o que percebemos é que este status de pandemia deve ser entendido como o "novo normal", que não existe um fim iminente, que as vacinas virão, mas que serão para poucos e que o número de mortos é apenas mais uma estatística irrelevante. Percebe-se que a narrativa mudou consideravelmente. É claro que a economia também mudou, e se percebeu que é possível lucrar, e muito, com a pandemia do Covid-19 por vários motivos: o consumo geral aumentou e o dólar já atinge níveis his

O "Problema" do Plástico (Lixo)

11 de Junho de 2020 É incrível quanto mais "abastado", mais rico o lugar, mais desperdício. Já escrevi sobre isso em um post bem antigo que não vou me dar ao trabalho de procurar agora, porque quero apenas escrever. Coloquei a palavra 'problema' entre aspas no título porque, para as grandes elites, o lixo não é, verdadeiramente, um problema. Simplesmente, enterramos o nosso lixo. Nem 1% chega a ser reciclado, nem o que é reciclável. O lixo é enterrado porque, nada me tira isso da cabeça e agora vou apenas emitir uma opinião, é interessante para as elites que dominam o estado. Enterrar lixo significa enterrar dinheiro. A contaminação do solo e dos lençóis freáticos são coisas secundárias para as elites. Não importa  a quantidade de lixo enterrado por séculos. Não importa a quantidade de lixo nos rios, mares, no oceano. Não importa a quantidade de animais mortos por causa do lixo. As vezes fico engatado em pensamentos que não me dão sossego. Um dos muitos temas d

8 de Junho de 2020

Hoje foi mais um daqueles dias no trabalho que meros cinco minutos me estragaram as minhas 24 horas, ou o que restavam delas. Hoje eu presenciei tanta mentira barata e deslavada que eu só me aguentei porque agora eu tenho filho pequeno. Sabe aquelas mentiras do desesperado? Percebi que até eu tenho muito mais vergonha de mentir... e percebi que menti pouco na minha vida, mas algumas mentiras me foderam pra sempre. Sabe gente que não tem ética em nada do que faz? Para essas pessoas, a mentira é natural, sai como gás carbônico. Estou em uma empresa onde o Plant Manager mente deslavadamente porque acha que ninguém entende mais do que ele. Vejo as máquinas "mijarem" óleo, máquinas cheias de sujeira, manutenções caríssimas ocorrendo, milhões de dólares sendo jogados fora em refugos (scrap) e não tem ninguém incomodado com isso. E toda a culpa é da documentação, é da Qualidade... a área que deveria apontar o problema e suportar na solução também é responsável por criar e por

Comprar Sem Se Vender

Sempre penso muito a respeito da prostituição: será que não somos todos, de certa forma, prostitutos? Penso por mim mesmo: me sinto violado tendo que trabalhar da maneira que eu trabalho. E olha que estou em uma condição confortável. Mas, não trabalho em algo que é meu e trabalho por dever, obrigação, assim como boa parte da população brasileira, quiça mundial. O engraçado é que a sociedade moderna continua tratando o trabalho como algo inteiramente gratificante quando não é. Lembremos que a etimologia da palavra trabalho vem de um instrumento de tortura da idade média. De onde vem o seu dinheiro? Veio de fazer coisas que destruiram a natureza? Ele veio de cumprir ordens idiotas? Veio de fazer algo que você não queria fazer? Veio do sangue de pessoas ou de animais? Pensemos na ética do trabalho, pelo menos um pouco. Você compra sem se vender? Pagam o suficiente pelo seu tempo? Luto, diariamente, comigo mesmo, para encontrar algo que me dê real prazer de fazer e que eu possa suste

O Fascismo Nosso de Cada Dia

Há alguns dias atrás, ainda nessa semana, escrevi sobre nosso atual presidente eleito, Jair Bolsonaro. Complementando o que eu disse, neste post, quero falar de um problema endêmico da sociedade brasileira: o fascismo. No inconsciente coletivo do brasileiro comum ele sempre imagina que haverá um salvador, um grande presidente, um grande "resolvedor dos problemas da sociedade brasileira", um grande pai da nação. Primeiro: nosso Estado não é nação (explicarei isso em um outro post). Segundo: o fascismo não tem lado. Ele pode surgir a partir de um grupo de esquerda ou de um grupo de direita. Penso que nosso sentimento por um grande "pai"da nação começou com Dom Pedro I e sua figura foi sempre sendo, de certa forma, refletida nos líderes que o sucederam. Não há como não lembrar do nosso mais famoso fascista, Getúlio Vargas, que, de certa forma, trouxe progresso para o Brasil e grandes progressos na economia e em diversos outros setores da sociedade. Ao passo que há q