10 de Junho de 2022

    Vim até aqui lembrar deste espaço, repleto de tantos "eu's˜... quero ser mais sincero comigo mesmo e passar a escrever a minha vida com a frequência necessária, em português, mesmo. Eu gosto de escrever.

    A formatação que o Blogger permite é limitada, mas é o suficiente. Temos que escrever, nem que seja com escremento e em muros velhos... precisamos dessa prática, dessa práxis.

    Quero falar sobre tanta coisa... mas, principalmente, do 'hoje'. Quero transformar este espaço em um 'diário', nem que não seja diário.

    O que me fez voltar a pensar assim e voltar a este blog foi o documentário da Netflix sobre Andy Warhol, The Andy Warhol Diaries. O estou a assisir e, mesmo eu não tendo conhecido tanto o trabalho de Andy, gosto de pessoas esquisitas e de toda forma de arte, e me dei a oportunidade de ver algo na TV, sem culpa. Tenho a necessidade de ver TV depois que chego do trabalho... é como uma forma de esvaziar a cabeça, cheia de tantas burocracias e coisas que atrasam a vida, nossa e de outros. Minha função profissional é totalmente a definição perfeita do ato de "enxugar gelo no meio das cobras".

    Gostei de conhecer Andy, mesmo não o achando tão brilhante assim... só penso que ele realmente fez sucesso por nunca ter escondido que sempre achou o ato de "fazer dinheiro uma arte". Ou seja, mais um "desbravador dos mercados", sem nenhum tipo de... humildade ou limites. Talvez eu esteja errado por achar que todo rico deve sair por aí fazendo bem feitorias, criando empregos e ajudando aos outros. Eles só querem "luxar"... na maior "lavish way" possível.

    Vale muito a pena ver esta série, também, para conhecer o lado sexual de Andy... muito interessante saber que, apesar de muito envolvido com a Nova York gay dos anos 60, 70 e 80, ele não curtia praticar o ato... ele via o sexo de uma forma muito particular, e celibatária. Ele era um gay celibatário, de certa forma.

    Quando eu falo sobre sexo entro em uma parte da minha psiquè que é muito densa e viciada. Sou viciado em sexo, um fornicador, um infiel (sexualmente falando) e não sei, ainda, aonde isso irá parar. Estou fazendo tratamento com psiquiatra e terapeuta, mas, é difícil. Eu, tão quente... e minha esposa, tão fria e gelada, sempre doente e indiferente com as minhas necessidades, só fez o meu problema e a minha safadeza (?) piorarem.

    Nunca tive nenhuma relação homossexual, mas o vício em sexo me faz pensar em não dispensar receber sexo oral de um homem pago para isso... fico pensando que o homem deve até chupar melhor que uma mulher, já que ele tem um pênis...

    Enfim... para mim, sexo deve ser separado de gênero e ponto final. Todos somos pan-sexuais, você pode fazer o que quiser com o seu corpo, tendo uma vulva ou uma glande, isso não te faz homem ou mulher. O homem é algo a ser superado e não só no quesito sexual... essa é uma parte que o sábio Michel Foucalt nos deixou pistas.

    Hoje tive uma reunião com uma compradora libanesa da empresa em que eu trabalho, e eu não paro de pensar nessa senhorita... ela é uma mulher gorda, linda, exuberante, "tudão", mesmo... e tem uma pele linda, os olhos castanhos... ela é fofinha, gosto daquela mulher... é um espécime maravilhoso, mesmo obesa, sinto, percebo, que ela é realmente quem ela deve ser. Ela é muito natural, mesmo não estando nos padrões de beleza que temos e sempre usamos para julgar. Digo que ela é obesa realmente fazendo um cálculo mental do IMC dela... mas, repito, não podemos olhar as pessoas com o preconceito de que obesidade é errado e tudo mais... somos quem podemos ser e, talvez, quem devemos ser. Algumas pessoas simplesmente são melhores gordas. Esta senhorita magra seria muito sem tempero nenhum.

    Me imagino me jogando no corpo dela, recebendo e sentindo a maciês daquelas têtas, lambendo ela inteira... já fiquei com obesas e sei como é, mas, nenhuma tão "ajeitada" como essa. Enfim, sonho. Literalmente...

    Esse foi o meu hoje. Tchau.

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